Meu certificado na BERKELEY UNIVERSITY

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#IMPRESSO Observe como as pessoas te apresentam…

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Jornal do Comércio | Caderno Geração E | quinta-feira, 11 de abril de 2019.

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Porto Alegre: Centro do mundo

Qualquer um que more ou tenha morado em Porto Alegre sabe que seus cidadãos têm plena convicção de que a capital gaúcha é o centro do mundo. Se você ainda não tem certeza disso vá até o centro da cidade com uma câmera de vídeo e faça a pontual pergunta: Porto Alegre é o centro do mundo? Perto de 51% das respostas é de concordância sem questionamentos ou poréns. A minoria de 49%, formada por menos convictos, vão argumentar que se trata da mais bela cidade do mundo por sua extensa e arborizada orla, por que nela acontece o mais lindo por do sol do mundo (no Guaíba, que deságua no maior lago do mundo, a Lagoa dos Patos), que é nela que está a mais bonita rua do mundo (a Gonçalo de Carvalho), por ser em PoA a maior concentração de mulheres bonitas do mundo que ficou evidenciada durante a Copa do Mundo no Brasil, que no Portinho (apelido carinhoso mas desleal a causa) está a miss mundo mais bela de todos os tempos (Yeda Maria Vargas), que no velho Porto dos Casais viveu o mais importante poeta da língua portuguesa (Mário Quintana), que aqui é a melhor universidade federal do mundo todo, a UFRGS, esqueça Harvard e Oxford, não são federais.

A política de PoA também é uma referência mundial, com o modelo de democracia participativa mais avançado do mundo, o Orçamento Participativo. O Fórum Social Mundial não poderia ser em outro lugar senão em Porto Alegre, justamente onde hoje vive a mais poderosa líder feminina da contemporaneidade, Dilma Rousseff (aplausos), e onde está a parlamentar mulher que mais recebeu votos no planeta, Manuela (Hillary, Senadora por New York tem menos fãs).

Aqui foi definido o futuro do mais controverso e honesto estadista de todos os tempos, o ex-presidente que por um erro da natureza não nasceu no seu verdadeiro berço político, Porto Alegre; que também foi cenário do maior crime do mundo, o Crime da Rua do Arvoredo, em que um casal de açougueiros fazia linguiça de suas vítimas.
Se o assunto for futebol, não perca mais tempo com os esquemas táticos europeus. Os mais aguerridos e talentosos times do mundo são Internacional e Grêmio. Nenhum outro contexto do futebol poderia ter gerado o Rei de Roma, o Ronaldinho e o goleiro de nervos de aço, Taffarel, ganhador da copa do mundo. Não preciso lembrar ambos times são campeões mundiais e que os nomes de seus estádios dão conta da grandeza planetária destes times: Gigante do Beira Rio (já foi o maior estádio do mundo e hoje é o mais bonito) e Olímpico, que não é uma referência aqueles jogos meia boca, se refere a morada dos Deuses. Não vou me dedicar a uma longa lista de melhores jogadores por setor, senão este viraria o mais longo texto rápido do mundo.

No que tange a cultura em Porto Alegre todos os anos se ergue do Acampamento Farroupilha a maior coluna de fumaça com origem gastronômica do mundo, vista até mesmo da Estação Espacial Internacional. O que sugere que no Parque Maurício Sirotsky é assado o maior churrasco do mundo, incentivado pelo maior movimento de cultura regional deste planeta, o MTG.

Se você já passou pela capital do Cone Sul e não ouviu estes argumentos então saiba que Porto Alegre é a capital mundial da cerveja artesanal e onde o fica o Pub mais sonoro da terra, o Gravador Pub. Feliz Aniversário de Porto Alegre.
Luciano Medina Martins | jornalista

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O mundo de cabeça para baixo. (Foto: Ivo Gonçalves)

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#IMPRESSO Sua marca quer o mercado

Jornal do Comércio | Página 4 | 14 de março de 2019

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Why did kids shoot in peaceful Brazil?

Understanding Brazilian Elementary School Kids Daily Life

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Always the same routine. Going hungry for at least two hours before the only morning break. As the school bell rings for the start of a wild run that ends in squeezing before a counter with hundreds of other screaming kids, in a competition to be the first one to buy a hot dog in the school’s canteen. Then, starving for two more hours until midday. In the classroom a woman who is the only teacher for almost all disciplines spent half of the morning complaining about men and the macho culture in Brazil, students will probably have to write an essay about that as part of the writing lesson. Girls are usually given better grades than boys, 99% of school teachers are women. The number one kind of bullying is laughing about young boys lack of muscles. Almost no adult male role model. At noon classes end, most students are in the school only in the morning, or only in the afternoon. Most middle class kids are taken home on small buses, inside which dozens of kids perform a collective shouting that resembles the sound of voices in panic on a shark attack.

In Brazil the fastest growing phenomenon in families is the “latchkey child”. Most young kids go home after morning school and spend the afternoon playing video games by themselves. Food? They nuke frozen things at will or boil noodles. Almost no parental attention, neither from mom nor from dad. The growing “female empowerment” and the aggressive competition for jobs drives parents out of homes for more than 16 hours a day and middle class kids have to find their ways by themselves.  In poorer communities, there is more “solidarity”, kids are simply all on the streets, together, watched by an older sibling who already holds a gun and works for drug dealers. No wonder the high levels of illiteracy and poor math skills are epidemic in the country among young students.

Shootings in Brazilian middle class schools, like the recent one in Suzano, share an element with North American ones, they are almost all latchkey kids who spend hours playing computer games that imitate wars and the practice of crimes like murder, robbery and others. There is one difference from kids in the USA: the guns used in the shootings in Brazil are bought from the same suppliers that sell guns to drug dealers and other criminals, it means, illegal guns.

Now Brazilian politicians are in a quarrel about who or what is the cause for the Suzano shooting, which all of them consider “alien” to the Brazilian peaceful culture. Some blame the presence of guns, others point at the the lack of morality and religion, but none of them remembers to focus on the absence of affection an attention from parents, the most common ground for many kids in Brazil and elsewhere.

Luciano Medina Martins | jornalista

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O ataque das crianças da chave

Rotina sempre parecida. Passar fome pelas primeiras duas horas de aula, se acotovelar entre os colegas, como numa guerra campal, para comprar um cachorro quente, escutar a professora reclamar dos homens e do machismo, ouvir as meninas fazerem piada da falta de músculos e roupas sem marcas. Pegar o tio da van, com alunos mais novos que gritam o caminho inteiro. Chegar em casa e fazer um cup of noodles. Depois vídeo game a tarde toda, batalhas sem fim. Sonhava em poder colocar as mãos num rifle de verdade. Começaria baleando aquela professora que só dá nota boa para as meninas, depois o tio da van e todos aqueles fedelhos gordos e sarcásticos que cuspiam e jogavam resto de bolacha salivada uns nos outros.

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Você deu bom dia para alguém hoje? (Foto de Emile Durkheim, pesquisador que criou os fundametos da sociologia e do funcionalismo estrutural).

Parece terrível essa história? O que temos em comum com os EUA é o fenômeno da criança da chave, the lachkey child. Crianças que crescem sem atenção, sem afeto, sem nenhum apego pela vida dela mesma ou dos outros. O fenômeno que mais cresce desde a segunda guerra mundial é justamente o abandono de crianças em lares de classe média e classe média alta. Pais cada vez mais distantes e indiferentes.

Os estudos sobre o suicídio são fundadores da sociologia. Emile Durkheim em O Suicídio (1897) identificava o fato básico, o ser humano é social, quando se isola da sociedade sua vida perde sentido e passa a ser um suicida. Em uma sociedade que não valoriza o afeto, o respeito mútuo, que foca excessivamente no consumismo e na aquisição de bens descartáveis é que leva a fenômenos como os de Columby ou de Suzano.

O acesso a armas, martelos, facas, fogos de artifício, anzóis, correntes de aço, carros, liquidificadores ou outros tipos de artefatos que podem ser usados para matar não é o que determina a intenção de serem cometidos assassinatos ou suicídios. Claro que uma fuzil é mais letal que uma foice ou um martelo. Mas a origem do ato violento não está neles e sim na falta de afeto, de conversa, de respeito mútuo, de tratar com igual atenção a todos, mesmo aqueles que não votaram no candidato de sua preferência, que não usam o tênis que você mais gosta, que não jogam o esporte que você curte, que não escutam a música que lhe faz dançar.

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O julgamento do menino Bernardo nos revela o outro lado da moeda da chacina de Suzano. Se o menino Bernardo tivesse virado um adolescente, um adulto, que tipo de sentimento teria em relação a sociedade na qual ele cresceu?  Tentar culpar o acesso as armas, ou a falta de valores morais não foca no fato na gênese dessa violência, que é de origem afetiva: a ausência de afeto, de aceitação e a o foco na frustração de viver em grupos sociais pautados pelo bullying, pela indiferença, pelo sarcasmo pelo desrespeito.

Luciano Medina Martins | jornalista

(Header photo: progressive-charlestown.com)

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Como construir uma marca pessoal sem ser chato

Muitos empreendedores sabem que devem construir uma “marca pessoal”, mas resistem a fazê-lo, temem que isso implique  em postar, no Instagram, fotos da vida perfeita que ainda não estão levando. Relaxe e seja você mesmo, descubra quem você é. 

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Seja você mesmo, controle os eu perfil nas redes, aprenda com as pessoas como ela vêem você. Seja sua marca.

Felizmente, há outra maneira de fazê-lo, diz Cynthia Johnson, co-fundadora da agência de marcas Bell + Ivy em Los Angeles e Las Vegas, autora do novo livro “Plataforma: A Arte e Ciência do Personal Branding”, ela é uma influenciadora com 1,7 milhão de seguidores no Twitter.

Construir a marca pessoal passa por fazer parte de conversas em que você tem algo a acrescentar – para que você possa causar impacto, de acordo com Johnson.

“As pessoas começam a perceber, quando expõe suas ideias, que elas se tornam maiores do que o seu trabalho e passam a se importar mais em ter uma opinião e fazer parte do mundo; então coisas realmente incríveis começam a acontecer” Cynthia Johnson.

Os proprietários de microempresas podem criar uma marca pessoal que ajude seus negócios a crescer. “As vezes você precisa de uma oportunidade para tornar-se você mesmo”, diz Johnson.

No controle do seu perfil

Assuma o controle de sua presença online. Grandes plataformas, como Amazon, Facebook e Google, têm delineado seu perfil, quer você perceba ou não.

“É incrível o que as pessoas não sabem a respeito do que já está online sobre elas” Cynthia Johnson.

As informações dessas gigantes plataformas reúnem formas de como você aparece on-line para os outros, explica Johnson. Para retomar o controle sobre sua imagem on-line ela recomenda fazer login nessas contas e analisar o que elas dizem sobre suas preferências, preferência em relação a anúncios comerciais. Altere as preferências (ou desative a personalização de anúncios) se elas não refletirem o que você deseja que o mundo veja. (Caso você não tenha ideia de como fazer isso – isso era novo para mim -, o livro dela oferece instruções passo a passo). Isso, por sua vez, mudará a forma como você aparece para os outros nessas plataformas.

Considere como outras pessoas te apresentam. Muitos autônomos se perguntam se têm credenciais impressionantes o suficiente para construir uma marca pessoal e se preocupam se precisariam de mais um diploma universitário antes de começarem.

“Pensamos demais. Como seres humanos, tendemos a pensar que outras pessoas estão nos julgando, falando sobre nós e saberiam mais sobre nós do que realmente sabem.” Cynthia Jonhson

Para fugir disso, preste atenção em uma ou duas coisas com as quais a maioria das pessoas está familiarizada em relação ao seu trabalho, que mencionam quando apresentam você, aconselha Johnson. Assim você identifica rapidamente uma área na qual você pode criar uma marca pessoal, em torno de sua especialidade, diz ela.

Não espere para começar

Em última análise, sua marca pessoal é uma maneira de telegrafar para outras pessoas que você tem o material certo para lidar com os projetos que você se propõe a assumir. Quando você tem isso em mente, ela diz, “você pode superar o obstáculo de sentir que precisa completar tantas etapas diferentes para chegar lá”.

Torne-se uma fonte. Se, como muitos profissionais, você não estiver à vontade para destacar suas próprias ideias e opiniões, torne-se um curador de artigos de liderança de pensamento e de conteúdo relevante para seu público-alvo. Um bom exemplo, diz Johnson, é o boletim informativo Moz, que envia os melhores artigos sobre otimização de mecanismos de busca toda semana. “Você não precisa gastar horas escrevendo”, sugere ela.

Siga o dinheiro

Não sabe em quais tópicos se concentrar? “Siga o dinheiro”, aconselha Johnson. Por exemplo, se você sabe que custa US $ 50.000 por ano para obter um diploma de arte, compartilhe uma maneira de obter um diploma de arte que custe muito menos.

Vá para onde seu público está. Uma vez que você tenha clareza sobre sua marca pessoal, é fácil ficar sobrecarregado com todas as mídias sociais existentes e sentir que você deve postar em vários sites constantemente. Isso vai te distrair de administrar sua empresa.
“Escolha a plataforma com a qual você se sente mais confortável. Não tente estar em toda parte “, aconselha Johnson. “As pessoas perceberão o que você está fazendo.” Quando seus fãs começarem a perceber o que você está compartilhando, você ficará surpreso com quantas oportunidades começam a fluir em sua direção.

A autora

Elaine Pofeldt é autora do The Million-Dollar, uma empresa de uma pessoa (Random House, 2 de janeiro de 2018), um livro sobre como quebrar a barreira do US $ 1 milhão em receita em uma empresa composta apenas por proprietários.

Elaine Pofeldt Contribuinte Eu sou o autor de The Million-Dollar, uma pessoa de negócios, um livro da Random House olhando como os americanos todos os dias estão quebrando US $ 1 milhão em receitas em empresas sem empregados além dos proprietários. Um ex-editor sênior da revista Fortune Small Business, escrevi sobre empreendedorismo para publicações como Crain’s New York Business, Fortune, Money, Inc., CNBC e muitas outras. Eu também sou co-fundador da 200kfreelancer.com, uma comunidade para profissionais indie que procuram construir um negócio próspero.

Leia o artigo da revista Forbes fonte desta postagem clique AQUI.

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Ceticismo sobre eficiência das vacinas aumenta com os votos dos partidos populistas

Surtos em casos de sarampo mapeiam fortemente países em que o populismo está em ascensão política, à medida que a desconfiança sobre as elites e governos se espalha

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Votos em partidos populistas de direita ou esquerda se associam a desconfiança na eficiência em vacinas e ao consequente aumento de casos de doenças como o sarampo, o que está acontecendo no Brasil: ascensão do populismo, redução da cobertura de vacinação e mais casos de doenças prevenidas por vacinas.

O ceticismo sobre as vacinas para crianças aumentou em toda a Europa, seguindo o mapa dos votos em populistas, segundo um novo estudo, que propõe que as autoridades de saúde pública acompanhem os partidos populistas nas pesquisas de opinião como um sinal de alerta para a vacinação.

Grandes surtos de casos e mortes por sarampo estão aparecendo nos mapeamentos de saúde dos países onde os partidos populistas se tornaram proeminentes – em particular, Grécia, Itália e França.

O jornal científico europeu de saúde pública (European Journal of Public Health) publicou que há um elo subjacente entre as políticas anti-estado e a vacinação hesitante. “Parece provável que o populismo científico esteja impulsionado por sentimentos semelhantes ao populismo político – ou seja, profunda desconfiança de elites e especialistas por partes marginalizadas e marginalizadas da população”, escreve o autor, Jonathan Kennedy, da Queen Mary University of London.

Como há uma falta de pesquisas de monitoramento das atitudes em relação às vacinas, os pesquisadores argumentam que o desempenho dos partidos populistas poderia ser usado para alertar os órgãos de saúde pública para níveis crescentes de ceticismo.

“O apoio aos partidos populistas poderia ser usado como um proxy para a vacinação hesitante, pelo menos no contexto da Europa Ocidental, com um aumento no apoio sendo um sinal para os agentes de saúde pública estarem vigilantes”, diz o documento.

Uma investigação do jornal britânico The Guardian em dezembro mostrou uma crescente preocupação sobre o impacto do populismo na confiança do público em vacinas, revelando que os casos de sarampo na Europa estavam em uma alta de 20 anos, com 60.000 casos e 72 mortes. As suspeitas sobre as vacinas e retórica de grupos anti-vacinação foram adotadas por alguns políticos populistas, por exemplo, na Itália, onde o parlamento aprovou no ano passado uma lei para acabar com as vacinas compulsórias para crianças em escolas públicas. Pouco depois, a lei foi revogada por causa da “emergência” causada pelo aumento dos casos de sarampo.

O novo estudo mapeou conclusões do Projeto Confiança nas Vacinas (Vaccine Confidence Project), realizado para a Comissão Européia em 14 países da Europa Ocidental com ascensão de votos em partidos populistas. Encontrou uma forte correlação entre votos para partidos populistas e dúvidas de que as vacinas funcionem.

“Quanto maior o nível de votos populistas em um país, maior a proporção da população que acredita que as vacinas não são eficazes”, diz o documento. Uma correlação também foi encontrada entre votar em populistas e acreditar que a vacinação não era importante. O Reino Unido e a Dinamarca tinham uma proporção maior de pessoas votando em partidos populistas (Ukip, o BNP e o Partido do Povo Dinamarquês) em comparação com aqueles que tinham dúvidas sobre as vacinas do que outros países.

O estudo concentrou-se nos resultados eleitorais do Parlamento Europeu de 2014, mas também analisou os resultados das eleições parlamentares nacionais anteriores em cada país e descobriu que a ligação entre votar em partidos populistas e a vacinação hesitante era ainda mais clara.

“Falamos sobre o populismo e o que acontece na política”, disse Kennedy, citando o Brexit e as dificuldades na Grécia, “mas quando você olha para o que está por trás do populismo, é a tendência geral de falta de confiança nas elites e especialistas. . Isso afeta a academia e a saúde pública e questões como mudanças climáticas e ceticismo de vacinas. ”

O estudo reúne partidos populistas à direita e à esquerda da política para sua mensagem anti-governo, que, quando se trata de vacinas, parece se traduzir em uma instituição anti-ciência, anti-pública e anti-farmacêutica.

Nos EUA, o presidente Donald Trump apoiou os anti-vaxxers, apoiando a teoria desacreditada de que a vacina contra sarampo, caxumba e rubéola (MMR) pode causar autismo e convidando o autor da hipótese, Andrew Wakefield, para seu baile inaugural. Mas nem toda a desconfiança contra governos é de direita, diz Kennedy. “A Grécia tem o maior nível per capita de sarampo na Europa Ocidental”, disse ele. “Há uma longa história de por que os gregos não confiam no Estado. Isso remonta à ocupação Otomana. “O problema é que precisamos ter alguma confiança básica em especialistas para sobreviver como uma sociedade humana”, disse ele. Para prevenir surtos de sarampo, é necessário ter 95% das crianças vacinadas. “Precisamos do estado para proteger aqueles que não podem ser vacinados por causa do sistema imunológico comprometido. “A OMS fala sobre vacinas que previnem de 2 a 3 milhões de mortes todos os anos. É muito claro que eles beneficiam a sociedade humana ”.

(Reportagem livremente traduzida do jornal britânico The Guardian CLIQUE AQUI e veja a reportagem original em inglês)

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A sombra da guerra é maior do que a tamanho do exército

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Lutar na guerra contra Maduro? Tá tranquilo; tá favorável.

Um único porta aviões dos EUA tem mais jatos que toda a frota brasileira de jatos militares. O enorme território brasileiro é monitorado por um exército insignificante sob o ponto de vista militar quando comparado com exércitos de países desenvolvidos . Os prenúncios de uma guerra com participação internacional e com contornos petrolíferos na vizinha Venezuela no mínimo deveria acender a lâmpada vermelha dos que pensam segurança e soberania. Os nosso militares, que estão em um momento de alta na política nacional devem estar se perguntando: qual as chances de Brasil em qualquer guerra, mesmo num conflito contra países debilitados pela corrupção como a Venezuela?

A melhor saída, sob o ponto de vista do oportunismo da Lei de Gerson seria fazer os EUA investirem no exército Brasileiro, o que é possível mas improvável. O conflito Venezuelano seria ainda muito menos letal para os soldados Brasileiros, a participarem do enfrentamento a Maduro, do que a guerra contra o narcotráfico nacional, e teríamos mais chances de ganhar, pois o narcotráfico tem mais apoio da população no Brasil do que 10 regimes de Maduro.

A pior de todas as constatações ao olhar para o universo das guerras brasileiras do século 21 é que a guerra contra as drogas no Brasil, que começou no século 20, foi perdida várias vezes. Nossos PMs a cada ano matam e morrem mais do que exércitos em conflitos como o Israelense Palestino.

A luta pela paz do Batalhão de Suez, “Os Boinas Azuis da Paz”, que ganharam o prêmio nobel da paz em 1988 continuam sendo a melhor referência para o militarismo Brasileiro em conflitos internacionais, que reforça nossa vocação pacifista nas terras dos outros sob a sombra da triste e negada derrota na guerra civil brasileira por pontos de venda de drogas.

Luciano Medina Martins | jornalista

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#PREVIDÊNCIA vou virar mulher trans e me aposentar antes #sqn

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Um dia o gato vai comer tudo isso e sumir.

Por que a reforma da previdência se tornou uma necessidade? Simples, a previdência por décadas foi dilapidada, usada para fazer outras coisas que não pagar aposentadorias. O primeiro erro básico: misturar aposentadoria com saúde pública, que no Brasil não serve nem para saúde púbica. Uma coisa é uma  coisa, outra coisa é outra coisa. Agora precisam consertar décadas de erros e nos convencer de que outros muitos erros e desmandos não irão acontecer, mesmo que continuem cometendo esses erros e replicando a mesma lógica que nos trouxe até aqui.

A mãe de todos os nossos desmandos é a ausência da tal da TRANSPARÊNCIA, como diria o saudoso Padre Quevedo, “non eksiste”.  O Brasil é um contumaz violador dos direitos dos contribuintes, quotistas e pensionistas. Já conversou com alguém que tentou se aposentar pelo Postalis ou com algum ex-funcionário da VARIG?

Essa gigantesca massa monetária retirada dos contribuintes, pensionistas e quotistas direta e indiretamente é o terreno fértil para o desmando, a lambança e a construção de privilégios que transformam uma minoria medíocre e ilhada em Brasília na comunidade de maior renda per capita do Brasil, sem que esta abastada comunidade tenha uma indústria, uma lavoura e pratique o baixíssimo valor agregado em todas suas atividades.

Reformar a previdência é um passo a ser dado, mas não na mesma direção que tantos passos já vem sendo dados, mas é isso que muito provavelmente vai acontecer. Não se iluda. A lógica da reforma da previdência repete o que já acontece, tirar dinheiro do bolso do cidadão, não explicar direito o que vai acontecer com esse dinheiro, não dar transparência para este enorme fundo de recursos públicos e um dia ainda poder lamentar que esse dinheiro sumiu e que precisa tirar mais ainda do bolso do contribuinte. Sugestão, abra uma conta na Suíça.

Se não sabemos quanto de impostos pagamos, quando são retirados de nosso bolso, para onde vão por que seria diferente com o dinheiro da previdência? Por que décadas de roubalheira seriam magicamente extintas num canetaço?

Lembra da reforma tributária? Que seria muito saudável para o bolso do cidadão. Esta continua no maravilhoso mundo do “um dia”. Todos os candidatos eleitos e não eleitos desde a “redemocratização” prometeram reforma tributária, até hoje nada.

Luciano Medina Martins | jornalista

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